
A Justiça da Bahia determinou a soltura do ginecologista Hosaná Pereira de Santana, preso na última sexta-feira (10) por suspeita de filmar uma paciente durante uma consulta em uma clínica particular de Salvador utilizando um óculos com câmera.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia. O juiz considerou que a prisão em flagrante foi ilegal, destacando que o crime investigado é de menor potencial ofensivo e que, até o momento, não foram encontradas provas que comprovem a existência de gravações.
Segundo a investigação, a paciente suspeitou que estava sendo filmada durante um exame ginecológico e acionou a Polícia Militar. Após a prisão, policiais analisaram o celular do médico, o aplicativo dos óculos inteligentes, arquivos armazenados na nuvem e conteúdos apagados, mas não localizaram imagens ou vídeos relacionados à denúncia.
A família do médico afirma que ele é inocente, informou que os óculos apenas gravam quando acionados manualmente e destacou que todos os dispositivos eletrônicos foram entregues voluntariamente às autoridades.
Apesar da soltura, o caso continua sendo investigado pela Polícia Civil. O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) também instaurou uma sindicância para apurar os fatos.