
TRÊS DÉCADAS DEPOIS: EXUMAÇÃO E UM NOVO MEMORIAL DO MAMONAS ASSASSINAS
Quase 30 anos depois, no último dia 23 de fevereiro, uma decisão inédita das famílias dos integrantes ganhou destaque: os corpos foram exumados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP). A exumação faz parte de um projeto chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas, um memorial vivo que será criado no local onde os músicos estavam enterrados.
O objetivo é cremar parte dos restos mortais dos cinco integrantes e usar as cinzas como adubo para o plantio de árvores nativas, cinco no total, uma para cada músico. A proposta busca unir memória afetiva e preservação ambiental, transformando a saudade em um espaço de vida que possa ser visitado por fãs e pela comunidade.
O memorial, todo integrado ao espaço do cemitério, será aberto ao público sem custo e incluirá também totens interativos sobre o legado da banda.
Um dos momentos que mais repercutiu nas últimas semanas foi a descoberta de objetos surpreendentemente preservados dentro dos túmulos. Entre eles, uma jaqueta que foi colocada sobre o caixão de Dinho no enterro em 1996 foi encontrada praticamente intacta após 30 anos sob a terra.
Especialistas explicam que isso aconteceu porque a peça era feita de nylon, um material sintético resistente que pode se decompor muito lentamente, especialmente quando protegido da luz e variações climáticas no subsolo. Outros itens com valor sentimental também foram recuperados e poderão integrar o acervo do novo memorial, ajudando a contar a história da banda de forma material.
Completando três décadas, a morte dos Mamonas Assassinas segue presente na cultura popular. Além do memorial em Guarulhos, homenagens, especiais na televisão e projetos culturais revisitam a trajetória meteórica do grupo que marcou os anos 1990.