
O Brasil registrou um crescimento acelerado das guardas municipais, que somam hoje mais de cento e sete mil agentes espalhados por quase mil e quatrocentas cidades.
Segundo estudo recém-divulgado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as guardas que atuam nos municípios cresceram quase treze por cento nos últimos três anos e ultrapassaram a Polícia Civil, tornando-se a segunda maior força de segurança do país, atrás apenas da Polícia Militar.
Esse crescimento das forças municipais foi impulsionado por decisões judiciais que autorizaram a atuação ostensiva dos guardas nas ruas para reforçar a proteção nas cidades.
O levantamento, no entanto, alerta para a falta de um controle centralizado e de fiscalização sobre a atuação e o treinamento desses agentes.
Enquanto as prefeituras ampliam seus contingentes locais em ritmo acelerado, órgãos estratégicos de investigação, como as Polícias Civis e a Polícia Federal, enfrentam estagnação ou redução de efetivo.
Especialistas apontam que a presença ampliada da guarda municipal garante mais rondas preventivas e apoio direto à segurança de espaços públicos, escolas e vias do município, mas alertam que a expansão sem padronização nas bases curriculares e sem dados unificados pode comprometer a eficiência das políticas públicas de combate à criminalidade.