
O uso de inteligência artificial em fraudes de identidade digital aumentou 300% no último ano, acendendo alerta vermelho em setores de e-commerce e finanças em todo o mundo. Os dados são do Relatório de Fraude de Identidade 2026, divulgado por uma plataforma global de verificação de identidade digital e prevenção a fraudes.
O documento aponta que uma em cada 25 tentativas de verificação digital no ano passado foi fraudulenta.
O avanço da tecnologia facilitou a criação de mídias manipuladas e identidades falsas em escala industrial, reduzindo o custo operacional para os criminosos e aumentando a precisão dos golpes.
A América Latina registrou uma aceleração preocupante desse cenário, com alta de 48% nas tentativas de fraude em meios de pagamento e de quase 25% nas fintechs.
Na região, a falsificação de identidade utilizando documentos oficiais como passaportes e RGs concentrou a maioria dos ataques.
E o Brasil aparece em destaque negativo nas pesquisas de percepção de segurança: mais de um quarto dos brasileiros relatou ter sofrido tentativas de golpe pelo menos cinco vezes nos últimos doze meses, com perdas financeiras individuais que frequentemente superaram a marca de mil e trezentos reais.
Os sites de vendas online e as instituições financeiras continuam sendo os alvos preferenciais dos criminosos, registrando taxas de ataque muito superiores à média global devido ao imenso volume de transações financeiras diárias e à menor regulamentação no varejo digital.
Para conter as perdas bilionárias e proteger o consumidor, especialistas do setor de segurança defendem que as empresas adotem sistemas de verificação que combinem inteligência artificial e revisão humana para detectar padrões de comportamento suspeitos e identificação de casos mais complexos.