
O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com números históricos. Segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária, o país alcançou 1.954 cervejarias em funcionamento, distribuídas por 794 municípios, alta de 0,3% em um ano e expansão de 4.785% desde o início da série histórica. As exportações também bateram recorde, somando US$ 218,4 milhões.
O Brasil registrou 44.212 cervejas em 2025, crescimento de 2,4%, e acumula 56.170 marcas ativas. Para o diretor Hugo Caruso, o setor consolida sua presença no mercado externo, mesmo com estabilidade interna. Já o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), Márcio Maciel, destaca a capacidade de adaptação da indústria frente a cenários adversos.
São Paulo segue líder com 452 cervejarias, enquanto o Sudeste reúne 47,2% das fábricas. A capital paulista permanece no topo entre os municípios, com 61 unidades. O país possui, em média, uma cervejaria para cada 108,7 mil habitantes; Santa Catarina apresenta a maior densidade: uma para cada 32,6 mil.
Apesar da queda de 5,1% no volume exportado (315,5 milhões de litros), o valor financeiro foi o maior da história. O Paraguai concentrou 62,3% das vendas, seguido por outros países sul-americanos. Nas importações, o volume subiu 251,4%, chegando a 26,3 milhões de litros, mas o valor avançou apenas 1,7%, sinal de queda no preço médio. Os Estados Unidos responderam por 74,2% da cerveja importada pelo Brasil.
O setor gerou mais de 143 mil empregos diretos, sendo 41.976 ligados especificamente à produção de malte, cerveja e chope. A fabricação nacional superou 15 bilhões de litros em 2025. Entre as tendências, destacam-se o avanço de cervejas sem glúten (alta superior a 400%) e a consolidação das puro malte, que já representam 29,2% do volume produzido.