
Paloma Ap. Restani
Quando você agacha, sobe escada, levanta-se do chão, corre ou carrega peso, quadril, pelve e coluna precisam dividir a carga. A coluna estabiliza e transmite força, a pelve conecta e distribui a carga, e o quadril gera movimento e força. Se uma parte participa pouco, outra pode acabar compensando mais.
O glúteo máximo é um dos grandes responsáveis por gerar extensão do quadril. Em outras palavras, ele ajuda você a levantar do agachamento, subir um degrau, ou tirar um peso do chão. Quanto melhor o quadril produz força, menos a lombar precisa tentar “fazer tudo sozinha”.
Mas não é só o glúteo máximo. O glúteo médio ajuda a controlar a pelve quando você se apoia em uma perna. Isso acontece o tempo todo ao caminhar, correr, subir escada ou fazer exercícios unilaterais. Uma pelve mais bem controlada ajuda o corpo a distribuir melhor as forças.
Sua lombar não trabalha isolada. Tudo conversa. Por isso, às vezes, melhorar a capacidade do quadril muda a forma como a lombar recebe carga. Não porque o glúteo “cura” a coluna, mas porque o corpo ganha mais opções para produzir e controlar movimento.
Então, bumbum forte resolve dor lombar? Não sozinho. E esse é o ponto importante. Fortalecer glúteos pode ajudar. Mas dor lombar também pode envolver: capacidade física, tolerância à carga, sono, medo de movimento, técnica, histórico da pessoa... não existe um músculo mágico.
O objetivo não é “tirar carga da lombar para sempre”. É ensinar o corpo a distribuir melhor a carga e aumentar a capacidade da coluna ao longo do tempo.
Paloma Ap. Restani
CREFITO 3 / 288590-F
Fisioterapeuta Esp. em Ortopedia, Traumatologia e Esportiva
Acadêmica em Educação Física
Fisioterapeuta ATLETINHAS – Centro de Fisioterapia e Reabilitação
Presidente do Instituto ATLETINHAS de Educação para o Esporte
Atleta Amadora de Corrida
@drapalomarestani