
Paloma Restani
Houve alguma época da sua vida que você sentiu que envelheceu mais rápido? Parece mesmo que nosso envelhecimento não é linear, e sim, em ondas.
É o que mostra um estudo recém publicado que acompanhou 108 pessoas entre 25 e 75 anos, por quase 7 anos. Ele investigou como diferentes perfis biológicos, como os genes, proteínas e metabólitos, mudam de forma complexa ao longo do envelhecimento.
Os pesquisadores descobriram que as interações entre esses perfis não seguem padrões simples, mas sim dinâmicas não lineares. Isso significa que pequenas mudanças em um perfil podem afetar outros de maneiras inesperadas. Ainda, eles identificaram 2 grandes acelerações no envelhecimento. A primeira delas, por volta dos 44 anos e a segunda, próximo aos 60 anos.
Essas mudanças afetam diversas áreas do corpo. Aos 40, por exemplo, o metabolismo do álcool e da cafeína começam a desacelerar – por isso fica mais difícil tolerar aquela bebida. Aos 60, problemas como perda muscular e aumento dos riscos cardiovasculares se tornam mais comuns.
Os resultados mostram que essas complexidades são importantes para entender como o envelhecimento impacta a saúde e podem ajudar a identificar biomarcadores que indicam o estado de saúde de uma pessoa à medida que envelhece; e a importância de considerar múltiplas dimensões biológicas juntas para obter uma visão mais completa do envelhecimento humano e, potencial mente, desenvolver estratégias para melhorar a saúde na velhice.
Envelhecer bem não é só sobre o tempo que passa, mas sobre como cuidamos de nós mesmos para seguirmos bem apesar das mudanças.
Paloma Restani
CREFITO 3 / 288590-F
Fisioterapeuta Esp. em Ortopedia, Traumatologia e Esportiva
Fisioterapeuta ATLETINHAS Centro de Treinamento e Reabilitação
Atleta Amadora de Corrida
@drapalomarestani